I CONCURSO NACIONAL DE POESIA DE CORDEIRO - RIO DE JANEIRO
TROFÉU CECÍLIA MEIRELES
3º LUGAR: SONETO DO AMOR IMPERFEITO
AUTOR: PAULO FRANCO
LOCAL: RIBEIRÃO PIRES-SP
SONETO DO AMOR IMPERFEITO
Não quero mais buscar o amor perfeito
pra camuflar o sentimento em chama
e amortecer o que me dói no peito,
a mesma dor de todo ser que ama.
Que amar assim, eu sei, não é direito,
pois todo peito preso nesta trama
adoecido faz do olhar um leito
pra adormecer a fonte deste drama.
Vou procurar amar só o instante
um amor maior, porém um passageiro
tão transeunte quanto o amante
que tenha amores pelo mundo inteiro
e ao invés da dor o peito sempre cante
o imperfeito amor que é o verdadeiro.
Paulo Franco
sábado, 13 de setembro de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
OLHARES
Olhamos de lado
e nos olha o outro,
mudo, num mundo surdo,
a nos espreitar
como se um espelho fosse
a representar, talvez,
uma outra parte do que somos.
E profundamente
vasculhamos o outro lado do outro,
a nos procurar,
e olhares outros repartimos na escuridão
pra clarear a multiplicidade de sentidos
no que olhamos.
Olhares que são grãos de areia
no infinito da procura.
Mar de buscas nestes prantos.
Acalantos pro sonhar
que no horizonte perde-se entre encantos
sem ter cura.
E para nos encontrar do outro lado
do que imaginamos que vemos neste vai e vem,
olhamos desesperançados do outro lado da rua
como o prisioneiro que transcende
para a liberdade que não tem.
E do outro lado o outro nos olha de lado,
disfarçando o sentimento como lhe convém,
procurando nos olhares que se perdem
o mesmo intrigante achado
que o outro procura também.
e nos olha o outro,
mudo, num mundo surdo,
a nos espreitar
como se um espelho fosse
a representar, talvez,
uma outra parte do que somos.
E profundamente
vasculhamos o outro lado do outro,
a nos procurar,
e olhares outros repartimos na escuridão
pra clarear a multiplicidade de sentidos
no que olhamos.
Olhares que são grãos de areia
no infinito da procura.
Mar de buscas nestes prantos.
Acalantos pro sonhar
que no horizonte perde-se entre encantos
sem ter cura.
E para nos encontrar do outro lado
do que imaginamos que vemos neste vai e vem,
olhamos desesperançados do outro lado da rua
como o prisioneiro que transcende
para a liberdade que não tem.
E do outro lado o outro nos olha de lado,
disfarçando o sentimento como lhe convém,
procurando nos olhares que se perdem
o mesmo intrigante achado
que o outro procura também.
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